Depois de subir montanhas, atravessar rios, navegar por dias e dias, meu estomago me levou até a rabada. Aconteceu em Sevilla, no meio daquela atmosfera de igrejas e palácios da época dos mouros.Nos sentamos para comer debaixo de um sol de 40 graus, pedimos um vinho tinto local e o menu. As meninas pediram frangos e variantes e eu fiquei na dúvida entre um bife de alguma coisa e alguma coisa chamada "Cola de toro". Era tanta fome que não me dei conta do que tinha diante dos meus olhos e por pouco não pedi o tal bife.
Vinte minutos depois, eis que o garçom vem gingando com aquele prato de alguma coisa, coloca na minha frente e me olha. Olho para o prato, olho para ele, olho para as meninas que saboreavam os frangos e variantes e retorno meus olhos para o meu prato. E esse é o exato momento em que quase derrubo a mesa de alegria. A rabada estava ali! Perfeita! Com a carne soltando do osso, temperada na pimenta e no cumim!
Comi a rabada como quem estivesse sem comer por semanas. Suei como nunca, mas aquele passeio em Sevilla nunca será esquecido.
Era tanta a fúria que nem notei que faltava o agrião.

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